Não precisamos de armas, precisamos de livros cultura e paz
Geralmente escrevo motivada por indignação, para reivindicar direitos básicos à comunidade que integro. Hoje escrevo impelida pelo espanto, a comoção, a dor. Os direitos que reivindico dessa vez também são básicos, e deveriam ser inerentes à condição humana: a segurança, a educação e a vida. Enquanto lia para meu filho uma história sobre valores como a honestidade e a empatia, na “Fantástica fábrica de chocolates”, deparei-me com mais uma escola servindo de cenário para a barbárie [1] ! Desta vez as vítimas não eram adolescentes que possivelmente teriam cometido bullying. São crianças menores de sete anos que tiveram as vidas interrompidas quando ainda davam seus primeiros passos. Em plena semana que celebra a paixão de Cristo, nossas rotinas são mais uma vez atravessadas pelo noticiário, que chega de forma instantânea pelas redes sociais, dando conta de mais um atentado contra estudantes, professores e a escola. Questões de ordem socioemocional ou psicopatia, não podem ser tomad...